São Paulo, 8 de setembro de 2010
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Feições de metrópole


Texto: Marcel Steiner / Fotos: Camilla Cardoso

Numa época em que a cidade de São Paulo se verticaliza e tomava feições de metrópole, a partir da década de 1930, o Art Déco foi a corrente arquitetônica adotada por boa parte dos incorporadores da época. Era uma linguagem que ficava entre a tradição clássica e o moderno, agradando conservadores e gente de vanguarda.

O Art Déco teve seu auge em São Paulo entre 1930 e 1945, época em que foram construídas grandes avenidas e os primeiros arranha-céus de verdade na capital paulista.

O prédio Diez, localizado no último quarteirão da rua Barão de Limeira, é uma exemplo dessa corrente, modernizada, com pouca ornamentação, e construído em estrutura de concreto armado.

"Com a sua fachada de arenito claro, a entrada e a escadinha de pedra rosa, até esse muro baixo de granito bruto, o Diez é um dos melhores exemplos do tipo de construção que mais me agrada", explica à publicitária Veronique Forat.  "Ainda existem vários - infelizmente cada vez menos - pela cidade e já morei em dois edifícios dessa época", comenta.

Veronique adora esse tipo de linguagem que reflete o modo de vida paulistano do finzinho dos anos 40, início da década de 50, quando São Paulo ainda tinha um ritmo mais sossegado, mas já começava acelerar.

 julho/2010

 Feições de metrópole

 
Conheça o prédio Diez, na rua Barão de Limeira, conjunto residencial Art Déco com fachada austera, porém charmosa.

 junho/2010

 Perdidos na Cardeal

 Dois predinhos muito charmosos em Pinheiros, na rua Cardeal Arcoverde, estão escondidos pelos fios elétricos e pelos terríveis ônibus municipais.

 maio/2010

 Ingredientes de charme

 Coberto pelo verde e na esquina da avenida Faria Lima, este edifício na praça Buritama tem os requisitos para ser um endereço muito cobiçado.

 abril/2010

 Fachada orgânica

 

Este prédio no Sumaré, com fachada coberta pelo verde, faz um bom contraste com o cinza do resto da cidade.

 março/2010

 Estética do concreto

 

Este projeto de Ruy Ohtake, de 1972, numa rua arborizada do Butantã, inova na planta dos apartamentos e na composição das áreas comuns do térreo.

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