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Feições de metrópole |
Texto: Marcel Steiner / Fotos: Camilla Cardoso
Numa época em que a cidade de São Paulo se verticaliza e tomava feições de metrópole, a partir da década de 1930, o Art Déco foi a corrente arquitetônica adotada por boa parte dos incorporadores da época. Era uma linguagem que ficava entre a tradição clássica e o moderno, agradando conservadores e gente de vanguarda.
O Art Déco teve seu auge em São Paulo entre 1930 e 1945, época em que foram construídas grandes avenidas e os primeiros arranha-céus de verdade na capital paulista.
O prédio Diez, localizado no último quarteirão da rua Barão de Limeira, é uma exemplo dessa corrente, modernizada, com pouca ornamentação, e construído em estrutura de concreto armado.
"Com a sua fachada de arenito claro, a entrada e a escadinha de pedra rosa, até esse muro baixo de granito bruto, o Diez é um dos melhores exemplos do tipo de construção que mais me agrada", explica à publicitária Veronique Forat. "Ainda existem vários - infelizmente cada vez menos - pela cidade e já morei em dois edifícios dessa época", comenta.
Veronique adora esse tipo de linguagem que reflete o modo de vida paulistano do finzinho dos anos 40, início da década de 50, quando São Paulo ainda tinha um ritmo mais sossegado, mas já começava acelerar.
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