No final da avenida Higienópolis, bem ao lado do colégio Rio Branco, um condomínio fica camuflado por suas árvores frondosas e implantação lateral. O projeto do final da década de 1950 foi incorporado por Arão Sahn e conta com três blocos: Siena, Amalfi e Ravena. Há várias tipologias de apartamento, típico do período, e todos eles contam com pé-direito alto e ambientes bem amplos.
Para a arquiteta Tuca Passaro Sapolnik, moradora do condomínio, o que mais impressiona é o fato do terreno ser muito grande e possuir um jardim incrível. "Naquela época, isso ainda era possível na região central", explica. "Hoje em dia as árvores são de grande porte e há muitas famílias de passarinhos".
A implantação, perpendicular à avenida, facilita a insolação nas duas faces do edifício e assim como a circulação de ar. "Com essa solução, a maioria dos apartamentos fica voltada para este jardim e preservada no barulho. Os andares mais baixos são os mais privilegiados", aponta a arquiteta. "Além disso, o condomínio fica ao lado da praça Esther Mesquita, aonde podemos nos refrescar com uma água de coco geladinha".
Texto: Marcel Steiner / Fotos: Tuca Passaro Sapolnik
Tuca Passaro Sapolnik é arquiteta. |